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O Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, disse à Lusa que quer editar, até ao final do ano, um livro sobre o edifício onde está sediada a Embaixada de Portugal, conhecido como Hôtel de Levy.

O edifício foi mandado construir por Raphael-Georges Levy, filho de um professor de alemão, num terreno que comprou à família Menier, industriais que fizeram fortuma com a indústria farmaceutica à base de cacau, e que abriram a primeira chocolataria moderna da Europa, em Noisiel, na Seine-et-Marne. O edifício, na rue de Noisiel, foi projetado pelo arquiteto Louis Parent.

Por aqui teria passado Marcel Proust porque a irmã de Raphael-Georges Levy, Margueritte, casou com o primo de Marcel Proust e foi Raphael-Georges Levy quem aconselhou o escritor sobre investimentos na bolsa, depois de ter herdado a fortuna familiar.

Raphael-Georges Levy também aconselhou Portugal quando o país caiu na banca-rota, em 1892 e o próprio Rei D. Carlos I condecorou-o com a Ordem de Cristo.

Durante a I Guerra mundial o Hôtel de Levy é transformado em hospital militar e no início dos anos 30, o rez do chão do edifício foi transformado num salão literário e artístico por onde passaram artistas e personalidades parisienses.

Depois da morte de Raphaël-Georges Levy, Portugal comprou o palacete por 2.400.000 francos antigos para ser a Embaixada de Portugal em França.

Só que, entre junho de 1940 e o fim da II Guerra mundial, o edifício ficou abandonado, foi vandalizado e foi pilhado. Teve de ser novamente restaurado e mobilado. Desde então, em sido ocupado pelos sucessivos Embaixadores de Portugal que passam pela França.

Jorge Torres Pereira já tinha aberto o edifício ao público nas Jornadas do Património de 2019 e agora vai publicar um livro com a história do edifício que vai ser editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, em português e em francês.

 

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