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Liga dos Campeões feminina/Miguel Santos: “Espero que os nossos adeptos ficaram contentes”

LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga

O Paris Saint Germain e o Sporting de Braga, clube treinado por Miguel Santos, empataram sem golos na segunda mão dos 16 avos de final da Liga dos Campeões feminina de futebol, num jogo que decorreu no Estádio Jean Bouin em Paris, na capital francesa.

No entanto as Parisienses apuraram-se para os oitavos de final após o triunfo na primeira mão, em território português, por 0-7.

Miguel Santos, Treinador do Sporting de Braga, falou com o LusoJornal no fim do jogo, analisando este empate e tirando ilações para o resto da temporada. O técnico português não esqueceu de agradecer o apoio dos adeptos bracarenses nas bancadas.

 

Como podemos analisar este encontro?

Viemos à procura de um milagre se podemos falar assim. Milagre que não ia ser fácil de conseguir. Mas tínhamos pelo menos de dar uma outra imagem. Elas estiveram menos nervosas, estiveram mais confiantes, trabalharam um bocadinho melhor a bola. O Paris Saint Germain é uma equipa que pressiona muito alto, encurta muito os espaços, não é fácil jogar contra o Paris Saint-Germain seja fora, seja aqui em casa. Acho que nos poucos contra-ataques que tivemos, tivemos bem. Defensivamente estivemos muito bem organizadas, quer nas circulações, quer quando o Paris teve livres ou cantos, soubemos bloquear bem as intenções do Paris Saint-Germain. As jogadoras interpretaram bem o que se pedia. Nós tínhamos de encarar este jogo não como um jogo em que queríamos virar a eliminatória, mas sim chegar aqui e tentar fazer uma exibição melhor daquela que fizemos em Braga. As jogadoras têm qualidade para isso, têm capacidade para isso e tínhamos de mostrar aos portugueses aqui em França, quer ao panorama internacional porquê que fomos Campeões nacionais no ano passado. Aquele 7-0 tenho de o aceitar apesar de achar que foi pesado, o futebol é assim. No primeiro jogo podíamos ter feito melhor. Hoje as jogadoras libertaram-se, soltaram-se e souberam interpretar bem o que pedimos. Fomos mais Braga. E também os minutos passando e o Paris não marcando, a equipa ficou mais ansiosa e nós aproveitamos isso. No final fomos festejar com os nossos adeptos, com a Comunidade portuguesa, espero que ficaram extremamente contentes porque vir a Paris e não perder, sem sofrer golos, mostra a qualidade desta equipa. No balanço desta campanha Europeia, cinco jogos, três vitórias, uma derrota e um empate, é um balanço extremamente positivo. Fico contente porque o Braga contribuiu para que Portugal possa subir no ranking porque Portugal nos masculinos está muito bom, mas nas femininas não, ainda tem muito para melhorar. Estou contente.

 

A experiência adquirida na Champions, pode ajudar durante a época?

Entre Riga, Braga, e Paris, todas as 25 jogadoras estiveram presentes num destes momentos e é importante. Hoje tivemos duas juniores no banco e outras duas seniores de primeiro ano. Isto permite às jogadoras de crescer mesmo se não jogaram. Quanto às mais experientes, claro que traz experiência. Espero que isso traga dividendos para o Braga. Isto é passo a passo mesmo se muitas vezes as pessoas olham apenas para os resultados. Este tipo de jogos fazem crescer. O crescimento espero vê-lo durante a época. Ainda faltam três títulos. Espero chegar ao fim e ganhar os três: Campeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal. Se não ganhar os três, ganharam dois. Se não ganhar dois, ganhar pelo menos um. Após esta campanha Europeia a equipa tem de continuar a crescer, não pode parar.

 

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