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Saint Genis Laval: Homenagem aos Resistentes e a Joaquim da Fonseca vítima de Klaus Barbie

O Cônsul-Geral de Portugal em Lyon, Luís Brito Câmara, participou numa Cerimónia dedicada à memória dos 120 Resistentes mortos pelos alemães em 1944 no Fort de Lorette, em S. Genis Laval, massacre de inocentes ordenado pelo infame Klaus Barbie, entre os quais um cidadão português de nome Joaquim da Fonseca.

A Cerimónia contou com a presença de uma delegação de 40 pessoas de Tordosendo, na Covilhã, cidade que está geminada com Saint Genis Laval.

A cerimónia foi seguida de uma homenagem oficial prestada no cemitério de Saint Genis Laval aos mortos da Grande Guerra, que contou igualmente com antigos Combatentes como Porta-estandartes, incluindo o Senhor Marques, cidadão português que integrou a Légion Etrangère em França.

O Cônsul-Geral de Portugal em Lyon referiu a participação portuguesa na I Guerra Mundial, com o Corpo Expedicionário Português de 55.000 homens e o sacrifício de quase 9.000 homens na Batalha de la Lys, em abril de 1918, “facto histórico que confirma a amizade entre Portugal e a França”.

Luís Brito Câmara sublinhou a importância destas cerimónias, “verdadeiros deveres de memória, que relembram acontecimentos históricos do passado e que são essências para o presente e o futuro”. Neste contexto, salientou ainda ser “essencial conhecer-se bem a História, designadamente para as novas gerações”. Defendeu que “a História europeia constitui um eixo importante para se evitar impasses e situações de conflito”.

O diplomata português sugeriu aos presentes que lessem o livro “Os Sonâmbulos” de Christopher Clark que explica de forma surpreendente como é que os países europeus acabaram por estar envolvidos na Primeira Guerra Mundial “sem se terem apercebido disso”.

 

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