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Associação portuguesa de Bron salva situação difícil cozinhando “para fora”

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos
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A associação portuguesa de Bron está a ultrapassar as dificuldades financeiras causadas pela Covid-19 com a confeção e venda de comida tradicional portuguesa.

A Associação desportiva e cultural portuguesa de Bron (ASCPB) existe desde 2002 e conta habitualmente com um grande número de sócios e simpatizantes que se juntam nas várias atividades culturais e recreativas ao longo do ano. O grupo folclórico “Flores de Portugal”, representando as danças e os cantares da região do Minho, também anima esta coletividade, com sede na cidade de Bron (69), no “Grande Lyon”.

A pandemia de Covid-19 e as regras sanitárias que foram impostas fazem com que a associação atravesse grandes dificuldades. Com os locais completamente encerrados e sem nenhuma atividade, a situação é difícil. As atividades ligadas ao rancho folclórico, como por exemplo as participações em festivais e os habituais passeios até à praia, foram anulados, assim como o já famoso Festival de folclore que a coletividade organiza no mês de julho e que reunia habitualmente mais de uma dezena de grupos de folclore de várias regiões de França e centenas de pessoas. Tudo foi anulado ou adiado.

“Sentimos muito negativamente esta situação e vivemos o confinamento com grandes dificuldades. Não foi só o aspeto financeiro, mas também o facto de não nos encontrarmos presencialmente nas atividades do rancho, nos ensaios e nos jantares” confessou ao LusoJornal o Presidente Paulo da Silva. “O facto de não recebermos nenhum subsídio nem ajudas, e de sermos totalmente dependentes das nossas atividades, autofinanciando a associação com o bar e as refeições, colocou-nos grandes dificuldades para pagarmos as despesas de funcionamento da associação, como a renda, a luz e o gás. O pagamento das cotas não é suficiente para fazer face a estas despesas”.

“Em setembro, reunimo-nos e fomos à Mairie explicar o nosso caso e as dificuldades que estávamos a atravessar causadas pelo confinamento” explica Paulo da Silva. “Obtivemos então as autorizações para pormos as nossas equipas da cozinha a confecionarem ementas regionais portuguesas, e de as vendermos aos sócios, por encomenda, ou a quem quisesse descobrir a nossa gastronomia”.

E foi assim que, todos os sábados e domingos, ao meio dia, a associação vende para fora. “Isto, sinceramente, ajudou-nos a equilibrar a barca e salvarmos a associação de ter que fechar por falta de locais e de pagamento das despesas fixas” concluiu o Presidente da ACRPB.

A associação comunica as ementas nas redes sociais e a ideia agradou à população. No entanto, os dirigentes associativos esperam que a situação se ultrapasse brevemente para poderem reabrir os seus locais, começarem a acolher os associados e voltarem a agendar atividades.

 

ASCP / Flores de Portugal

Infos: 07.68.75.40.03

 

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