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O caso Rui Pinto continua a dar que falar. O pirata informático, ou ‘whistleblower’ para outros, foi extraditado e encontra-se em Portugal. No entanto veio a público que as autoridades francesas copiaram e recuperaram um total de 26 terabytes (26 mil gigabytes) de documentos obtidos pelo ‘hacker’ português ao longo dos anos. A razão? A França temia que os documentos sejam destruídos pelas autoridades portuguesas.

A luta está em intensa entre as autoridades portuguesas e francesas, sendo que um clima de desconfiança está agora bem visível.

As autoridades francesas obtiveram autorização para copiar os documentos apreendidos a Rui Pinto, após meses de negociação com as autoridades húngaras, em segredo, sem falar com as autoridades portuguesas segundo as informações recolhidas pelos diferentes meios de comunicação.

 

França e Portugal de costas viradas no caso Rui Pinto

Em França Rui Pinto é visto como um ‘whistleblower’, um denunciante, um ‘lanceur d’alertes’, no entanto para as autoridades portuguesas é um ‘hacker’, um pirata informático. Os termos não são iguais, nem a utilização que se quer fazer deles.

As autoridades francesas querem utilizar os dados que recolheu Rui Pinto para processos futuros, que até poderão dar algum proveito à França. Quanto a Portugal está a julgar Rui Pinto por crime que ele terá feito, alias foi com um mandado de detenção europeu que a justiça portuguesa conseguiu deter Rui Pinto e extraditá-lo para o pais natal, ele que estava a viver na Hungria.

 

Rui Pinto em prisão preventiva

Rui Pinto, 30 anos, que foi detido na Hungria e foi extraditado para Portugal, com base num mandado de detenção europeu, foi indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada. O ‘whistleblower’ está em prisão preventiva como tinham denunciado os seus advogados, o Francês William Bourdon e o Português Francisco Teixeira da Mota.

Na base do mandado de detenção europeu estão acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

O colaborador do ‘Football Leaks’ terá entrado, em setembro de 2015, no sistema informático da Doyen Sports, com sede em Malta, e é também suspeito de aceder ao endereço de correio eletrónico de membros do Conselho de Administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD ‘leonina’.

No período em que esteve detido na Hungria, Rui Pinto assumiu ser uma das fontes do ‘Football Leaks’, plataforma digital que tem denunciado casos de corrupção e fraude fiscal no universo do futebol, no âmbito dos quais estava a colaborar com autoridades de outros países, nomeadamente, França e Bélgica.

 

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