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O filme português “Mosquito”, de João Nuno Pinto, inspirado numa história verídica da I Guerra Mundial, passada em África, é um dos filmes escolhidos para a reabertura das salas francesas de cinema, no dia 22, anunciou hoje a distribuidora.

“‘Mosquito’ é inspirado na história da chegada do meu avô a África”, explicou o realizador, quando da estreia da obra. “No entanto, o que se passou durante a sua longa e solitária caminhada pouco se sabe. É aqui que entra a ficção, a efabulação e o sentido que pretendo dar à narrativa”.

O filme teve estreia mundial em janeiro, no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, nos Países Baixos, chegou às salas portuguesas no início de março, pouco antes do encerramento e da declaração do estado de emergência, por causa da Covid-19, e foi retomado na passada segunda-feira, na reabertura do Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.

“Mosquito” esteve para estrear-se em França em 25 de março, mas a resposta à pandemia ditou o adiamento.

Em Portugal, regressará ainda este mês aos cinemas Nimas, em Lisboa, Charlot, em Setúbal, e será exibido no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, segundo o comunicado hoje divulgado pela Leopardo Filmes.

Protagonizado pelo ator João Nunes Monteiro, “Mosquito” fala de Zacarias, o jovem soldado português que, em 1917, deambula por África à procura do pelotão, da 4ª Companhia Expedicionária Portuguesa.

Através da sua história, “somos confrontados com o horror da guerra e a subjugação dos povos africanos pelos europeus através do domínio colonial”, explicou o realizador. “Permite-nos conhecer um pouco melhor um pedaço esquecido da nossa história, a Primeira Grande Guerra em África, obrigando-nos a refletir sobre um período muito maior que foi o nosso direito em subjugar e ‘civilizar’ outros povos que, convenientemente, considerávamos inferiores”, justificou.

Produzido por Paulo Branco, “Mosquito” contou com coprodução de França, Brasil e Moçambique, onde foi rodado, e terá uma versão em minissérie com três episódios.

Além de “Mosquito”, João Nuno Pinto é ainda autor da longa-metragem “América” (2000) e das ‘curtas’ “Don’t swim” (2015) e “Skype me” (2008).

 

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