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O LusoJornal passa por momentos difíceis e considero que é nossa obrigação tudo fazer para impedir que o jornal feche as portas.

Um jornal por onde já passaram tantos milhares de Portugueses em França não pode agora sucumbir perante a indiferença geral. Por isso este apelo veemente é dirigido a todos, mas particularmente à comunidade empresarial e aos bancos, que tantas vezes deram mostras de solidariedade e estiveram presentes sempre que foi preciso para ajudar pessoas ou causas. E manter vivo o LusoJornal é uma grande causa.

Uma Comunidade que tem ao seu dispor órgãos de comunicação social é mais forte, mais ativa, mais dinâmica, mais organizada, com maior capacidade de intervenção e permite a todos uma maior força e influência na sua relação tanto em França como com Portugal. Seria um péssimo sinal se, por falta de solidariedade ou por indiferença, a Comunidade contribuísse para o seu próprio enfraquecimento, deixando morrer um jornal que tem sido tão importante para todos.

O LusoJornal existe já há 15 anos e tem dado um contributo inestimável para tornar a Comunidade portuguesa mais forte, fornecendo uma informação sólida sobre o que se passa. Quem é quem, quem faz o quê, que medidas são tomadas pelos Governos de um país e do outro que possam ter impacto na vida dos Portugueses, são aspetos fundamentais que é importante conhecer. E assim se valorizam pessoas e iniciativas, dá-se a conhecer o dinamismo empresarial e as posições políticas, as atividades do movimento associativo e as iniciativas culturais, o desporto e a gastronomia. E valoriza-se a Língua, esse trunfo tão importante da nossa afirmação global.

Além disso, tem uma consciência política de intervenção cívica que nenhum outro órgão de comunicação social em língua portuguesa tem em França. E por mais aversão que muitas pessoas na Comunidade tenham à política e aos partidos, esta dimensão da vida em sociedade é fundamental para todos. É muito importante que a Comunidade tenha uma intervenção política fundamentada, que saiba o que faz o Governo e os Deputados, o que fazem os Conselheiros das Comunidades, o que fazem as instituições, o que cada um defende e o que se discute. Encontro no LusoJornal um espaço de liberdade, onde os representantes de todos os quadrantes político-partidários têm a sua oportunidade de expressão e afirmação. Esta é a melhor forma de criar uma opinião pública forte, como é apanágio das democracias consolidadas.

Além disso, é um jornal bem feito, com um grafismo que facilita a leitura e em que os temas são fáceis de localizar por as secções estarem bem arrumadas e serem regulares. E tem uma dimensão nacional e global, visto que está presente fisicamente em praticamente toda a França, mas também em todo o mundo através das suas edições digitais e do imediatismo das suas notícias publicadas online.

Mas nenhum jornal se faz sem jornalistas e neste caso os profissionais são bons, têm faro jornalístico e apresentam trabalhos originais.

Portanto, o LusoJornal tem todos os ingredientes para ser uma publicação de sucesso. A comprová-lo está o facto de ter cada vez mais leitores. Isto só por si deveria ser suficiente para que as empresas portuguesas em França e mesmo muitas que estão em Portugal pudessem sentir o apelo para porem publicidade no jornal, para divulgarem os seus produtos e serviços, tal como os bancos, que têm agora, mais uma vez, uma boa oportunidade para mostrar a sua solidariedade.

Não tenho qualquer hesitação em afirmar que o LusoJornal é um grande jornal. É por isso que faço este apelo a todos, para que não deixem morrer aquela que é, talvez, a voz mais influente e audível da Comunidade portuguesa em França.

A nossa Comunidade tem dado imensas provas de solidariedade e de generosidade, particularmente através dos empresários, que são muitos e, em muitos casos, bastante poderosos. Mas o sentido de Comunidade constrói-se com ações, com atos, com a defesa daquilo que são os valores que melhor nos representam a todos, sem rivalidades pessoais e com o sentido do bem comum. Deixar morrer órgãos de comunicação social é deixar morrer a voz da Comunidade e deixar que todos nós morramos um bocadinho.

Será que entre os mais de 40 mil empresários existentes em França não haverá uma dúzia que estejam dispostos a investir na promoção das suas atividades, ainda para mais com o sentido da urgência de salvar um património que é um dos maiores bens para dar força, voz e expressão aos anseios da Comunidade?

Estou convencido que os empresários portugueses em França saberão estar à altura deste desafio e fazer aquilo que é necessário para apoiar o LusoJornal, comprando publicidade. É disto que todos os órgãos de comunicação social vivem, para pagar os custos de produção do jornal e o salário dos jornalistas.

O jornalismo sempre foi sinónimo de liberdade, democracia e consciência cívica. O trabalho de formar através da informação é uma das profissões mais nobres. Neste momento em que é preciso dar a mão ao LusoJornal, somos todos convidados a dar o nosso contributo para que estes valores não se percam, para que a nossa Comunidade em França não perca no esclarecimento e na clarividência, para que não perca na sua capacidade de afirmação e reivindicação em relação à França e em relação a Portugal.

Vamos salvar o LusoJornal!

Paulo Pisco

Deputado do PS eleito pelas Comunidades na Europa

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