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Política

 

O Partido Livre, liderado por Rui Tavares (na foto) emitiu ontem um comunicado em que denuncia Emmanuel Macron de ter contribuído para a “normalização do discurso nacionalista, anti-europeísta e polarizador da extrema-direita, e consequentemente, para o seu sucesso eleitoral”.

O comunicado começa por destacar “um resultado histórico” para a Nouvelle Union Populaire Ecologique et Sociale (NUPES), “a perda da maioria absoluta da coligação de Emmanuel Macron, e ainda uma forte subida da Extrema direita”.

“A equivalência promovida pela Coligação centrista e liberal francesa, entre a Coligação de esquerda ecologista e o movimento de Extrema-direita, contribuiu para a normalização do discurso nacionalista, anti-europeísta e polarizador da Extrema-direita, e consequentemente, para o seu sucesso eleitoral” lê-se no comunicado. “Em vez de defender o voto nas forças plurais e democráticas, o Bloco presidencial foi ambíguo no que toca ao voto da segunda volta das eleições. Alguns responsáveis foram mesmo mais longe e apelaram ao voto contra a esquerda, o que em dezenas de circunscrições significou o voto na Extrema direita de Le Pen”.

O Livre congratulou-se pelo facto de vários partidos da “área da Esquerda, Ecologista e Progressista” se terem juntado e tenham conseguido ser “a segunda força com maior número de eleitos na Assembleia Nacional francesa”.

“Este resultado é fruto de uma forte e ampla convergência da Esquerda francesa, que soube estar à altura do desafio que se impunha: criar uma alternativa política à do Presidente liberal, Macron”.

O Livre congratula o Partido ecologista francês, Europe, Ecologie – Les Verts (EELV) pela eleição de vários Deputados. “O sucesso eleitoral da aliança de Esquerda deve agora ser a base para a construção de uma maioria social e política que trabalhe, já a partir de amanhã, para uma maioria Progressista e Ecologista para França”.

 

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