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Pedro Garcia: especialista de trabalho temporário em Lyon

Pedro Garcia é um genuíno “Lyonais”. Nasceu em 1968, em Grange Blanche, na região do Rhône, sendo seus pais oriundos do Fundão, em plena Serra da Estrela. Atualmente mora em St. Priest, sempre nos arredores de Lyon.

Pedro Garcia sente-se “mais francês do que português”, no entanto, possui uma “educação à portuguesa” muito influenciada pelos pais. Não esquece as suas raízes e a sua cultura, “são estes valores que comandam a vida”. E como costuma dizer, “as raízes estão ancoradas e os valores amarrados”.

Orgulhoso de ser português, este “Gone” pensa regressar um dia ao país natal dos seus pais. Sente que algo o “liga profundamente” a Portugal. Recentemente conheceu o norte de Portugal, e constatou uma qualidade de vida “inimaginável”, que ambiciona vir a ter mais tarde.

Em novo era mais desportista, como nos conta. Jogava futebol nos “Portugais de Lyon”, participava nos Campeonatos Regionais das associações portuguesas e guarda boas memórias desse tempo.

Dos três irmãos, é o único a gostar da música portuguesa. Conta-nos que tem em casa uma guitarra portuguesa e nos tempos livres aproveita para tocar. Diz que “não é muito fácil tocar com 12 cordas”. O seu gosto pela guitarra é devido à influência do pai, amante de fado. “O fado transmite a alma das gentes, as alegrias, a tristeza”. Neste momento ouve Rodrigo, Carlos do Carmo, Alfredo Marceneiro, o seu preferido, sem esquecer a grande Amália Rodrigues.

Formou-se na área comercial e desde cedo integrou empresas de trabalho temporário. É a sua paixão: trabalhar e fazer evoluir as pessoas. Hoje é consultor de uma agência de trabalho temporário, a BBI, localizada no 31 rue de la Tête d’Or, no bairro 6 de Lyon.

Esta empresa com sede em Aix-en-Provence, é especializada na contratação de pessoas para a área da construção civil, logística, transportes, serviços administrativos, entre outros. Neste momento possui muitos postos de trabalho disponíveis para as áreas referidas, com contratos a curto prazo ou a longo prazo, com ou sem qualificação.

Conta-nos que a empresa BBI trabalha maioritariamente com Portugueses, “pela sua reputação” na área da construção civil. “São os mais profissionais”, comenta. Os contratados podem residir em França, mas muitas vezes vêm diretamente de Portugal, através de vários intermediários naquele país.

Para estes novos contratados vindos de Portugal e de outros países, Pedro Garcia conta-nos que a empresa BBI possui “um grande valor de relacionamento humano, o que a faz a diferença com as outras empresas”. Encarrega-se de tudo o que seja necessário para a estadia de curto ou longo prazo, de acordo com a missão proposta. Sendo português, garante que gosta de ajudar os recém-chegados na melhoria das suas condições de vida “de modo a não se sentirem tão isolados e longe das famílias”.

Pedro Garcia fala-lhes em português, “para quebrar a barreira da língua e para se sentirem acolhidos em França, mesmo que seja temporário” diz ao LusoJornal. Explica que o alojamento também é proporcionado gratuitamente pela empresa. O mesmo é feito por equipas de quatro elementos no máximo, tendo sempre atenção à homogeneidade. Coloca à disposição uma carrinha de 6 lugares da empresa “para que se sintam mais autónomos, de modo a proporcionar lhes uma vida aproximada do normal que tinham em Portugal, uma vez que estão longe do país”.

A adaptação e a integração na sociedade francesa é importante para a empresa BBI. Confirma ao LusoJornal que o objetivo essencial da BBI “não é deixar os contratados desamparados, mas sim preocupar-se que tenham ótimas condições para poderem trabalhar ainda melhor, o que equivale a uma maior produtividade”.

Para Pedro Garcia estes contratados serão, “num futuro próximo, embaixadores da BBI, o que traduz uma mais-valia para a empresa”.

Existe uma rede de agências de trabalho temporário em Portugal em contacto permanente com a empresa BBI. Esta função é realizada por um dos Diretores da empresa, também ele português, onde informa às várias agências espalhadas por França, da vontade dos Portugueses realizarem missões em França. Quando a missão temporária termina, o contratado tem a possibilidade de continuar em França e é enquadrado numa outra missão, ou regressar a Portugal. “É a empresa BBI que tem a seu cargo todos os custos das despesas de deslocação destes trabalhadores, sejam elas feitas de carro, de avião ou de outro modo”.

A agência BBI de Lyon foi inaugurada este ano e contou com a presença dos Diretores, Consultores, Responsáveis das delegações, mas também do Maire do 6° bairro de Lyon, do Cônsul Geral de Portugal em Lyon, Luís Brito Câmara, clientes e dos trabalhadores temporários da empresa.

Pedro Garcia frisa, que não podia deixar de fora os trabalhadores, “sendo eles grande parte do valor humano da empresa”.

Para terminar, conclui que o que faz a força da BBI “é estar próximo das pessoas, quer seja dos clientes, quer seja dos trabalhadores, identificar e compreender as necessidades e tentar satisfazê-las em ambas a partes” explica ao LusoJornal. E acrescenta que “é este o caminho para o sucesso”.

 

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