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Uma delegação da Fundação AEP esteve esta semana em França para apresentação da Rede Global da Diáspora – uma “rede social” destinada aos Portugueses residentes no estrangeiro. A apresentação teve lugar em Toulouse, Bordeaux, Paris e Lyon.

O LusoJornal entrevistou Paulo Dinis, Diretor Executivo da Fundação AEP, que veio a França acompanhado por Miguel Peixoto e António Henriques, da CH Consulting.

 

O que é exatamente a Rede Global da Diáspora?

A Rede Global da Diáspora é um projeto que visa dois objetivos essenciais: O primeiro objetivo é o de aproximar os Portugueses, ligar os Portugueses que estão em território nacional e aqueles que, por várias razões, saíram do seu território natural e estão espalhados em 178 países. O segundo objetivo é o de promover negócios globais a partir deste ativo estratégico que é a diáspora portuguesa. Promover a realização de negócios envolvendo Portugueses espalhados pelo mundo, não necessariamente entre Portugueses que estão em Portugal e Portugueses expatriados, mas entre todo o mundo português. Por exemplo, estamos a acompanhar um negócio entre o Brasil e os Estados Unidos, e qual é o denominador comum? É um português que está por detrás desse negócio. E é isso que nos interessa, é promover o mundo português, os produtos portugueses e – no quadro de compromisso público e político – captar investimento da diáspora e promover as exportações portuguesas contribuindo para o alargamento da base exportadora de Portugal através da nossa diáspora.

 

A “Rede Global da Diáspora” é uma rede digital. O que justifica uma apresentação presencial?

Nós entendemos que a Rede Global da Diáspora, sendo uma plataforma eletrónica, mas dirigindo-se à nossa Comunidade que está fora, requer um contato humano. Este é um conceito que desde a primeira hora definimos: teríamos uma ativação digital através da plataforma, mas um contato presencial com as nossas Comunidades.

 

Em que países é feita esta apresentação?

Reunimos várias entidades, vários agentes que trabalham na diáspora, e definimos um quadro restrito – porque as opções têm de ser feitas – para visitar as Comunidades. Essas visitas, infelizmente, não foram possíveis em 2020, no primeiro ano de ativação deste conceito, mas conseguimos recuperar a partir de 2021 e temos feito exatamente aquilo que nos comprometemos: visitar as Comunidades. Estivemos há cerca de um ano na Suíça, depois já estivemos em todos os países que estavam associados a este grande projeto português. Agora estamos em França, num roadshow que nos compromete visitar 4 cidades: Toulouse, Bordeaux, Paris e Lyon. Porque está aqui o coração da emigração portuguesa e nós temos que respeitar este dado incontornável de que os Portugueses gostam de se encontrar, de conversar, são pessoas de afetos e, neste sentido, estamos cá para dar este abraço bem lusitano à Comunidade em França.

 

De que forma a Rede Global da Diáspora facilita os negócios?

Nós colocamos uma série de ferramentas para servir esta Comunidade interessada em aproximar-se de Portugal. Isso faz-se através de uma ferramenta social e colaborativa, que é a Rede Global da Diáspora, e os que estiverem interessados e em condições de fazer negócio, podem chegar ao Portal de Negócios da Diáspora.

 

E de que forma esta ferramenta é conhecida em Portugal?

Nós estamos também a promover um roadshow com 30 sessões que passam por todo o Portugal continental e as ilhas. Brevemente vamos, por exemplo às ilhas, Madeira e Açores, dias 22 e 25 de novembro, para ativar também essa grande Comunidade que sabemos está espalhada por esse mundo fora, da Madeira e dos Açores.

 

Que fotografia podemos ter já desta rede social?

Nós já ultrapassámos largamente o indicador da candidatura – porque este é um projeto financiado – e já temos mais de 700 empresas inscritas por iniciativa própria. Nós tínhamos previsto 400 e já ultrapassámos largamente esse indicador. Temos 10.196 empresas catalogadas na diáspora e servimos a diáspora através de uma base de dados onde temos mais de 19.000 empresas que em Portugal exportam para o mundo. Achamos que é importante que a diáspora conheça as empresas portuguesas que já exportam e, nesse sentido, damos essa informação, agilizando o contacto e fazendo com que os negócios sejam mais fáceis, mais diretos e dinâmicos, porque as ferramentas digitais têm uma dinâmica muito própria. Nós não vamos condicionar o mundo dos negócios por iniciativa própria, o mundo digital faz o seu papel e seguramente será muito importante para que este projeto tenha sucesso.

 

E depois destas apresentações, o que vai acontecer?

Nós estamos muito comprometidos em manter este projeto vivo e dinâmico. Este é um projeto que requer imenso tempo, não é um projeto de efeito imediato e fácil, requer imenso carinho, imenso cuidado, tivemos muitas aquisições de conhecimento e experiências neste trajeto. Achamos que é importante tratar melhor a nossa diáspora intercontinental. Há aqui um ativo muito interessante, sobretudo na perspetiva de investimento da diáspora em Portugal. Pensamos que também é importante gerir uma nova emigração, muito mais qualificada, muito mais orientada para o mundo global. Estamos a reunir um conjunto de base de e conhecimento para gerir talento português no mundo, é importante que isso aconteça porque nós temos muita gente qualificada que saiu do país, provavelmente não volta, mas tem Portugal no coração, na cabeça, querem ajudar Portugal e essa Comunidade é, para nós, muito relevante e queremos também servi-la.

 

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