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Filipe Vieira, empresário em Villeurbanne (69), nos arredores de Lyon, está em grandes dificuldades financeiras… devido à paragem por causa da pandemia de Covid-19.

O setor da noite em geral e na cidade de Lyon em particular, está em perigo de fechar ou de passar por grandes dificuldades. Ao ter que respeitar as diretivas do Governo para a proteção contra a Covid-19, durante todo este tempo em que estão fechados, sem poderem acolher o público, não têm receitas e assim começaram as dificuldades para pagar as rendas e toda a manutenção dos espaços.

“Eu tenho duas ‘casquetes’, uma como empresário e outra como Presidente de duas associações de dança”. Como empresário, Filipe Vieira tem espaço de eventos – o Dancing DZ, em Villeurbanne (69) “onde eu acolhia e organizava eventos e espetáculos” conta Filipe Vieira.

“Hoje, as medidas tomadas pelo Governo levam-nos a criarmos dois movimentos de contestação, mas que englobam estas atividades” explica Filipe Vieira, evocando várias ações de contestação, como manifestações e concentrações em frente à Mairie central de Lyon e na Place Bellecour, “em coordenação com o que se passa no resto do país”.

“Nós não podemos aguentar mais esta situação, sem que no final nos encontremos em falência total” diz o empresário. “Eu sou solidário com outros movimentos, como a restauração entre outros, e participo presencialmente cada vez que posso. Financeiramente, poderei aguentar até ao fim de ano, mas depois não, sobretudo no lado associativo e cultural, pois se tiver que reembolsar os aderentes da atividade dança, aqui só posso fazer a minha declaração de fecho de atividade e dissolver as associações que dirijo na cidade de Villeurbanne. Os meus professores e outros membros da estrutura salarial, terão que continuar depois, no desemprego” concluiu Filipe Vieira.

Filipe Vieira explicou ainda que são milhares de euros que estão em jogo, “mesmo se as ajudas do Governo para este setor, que chegam a conta-gotas, trazem um pouco de ‘oxigénio’ mas com o tempo, não vai chegar para nada, os custos e as despesas são muitos”.

O empresário português garante que neste setor de atividade “serão cerca de quatro mil pessoas que no início do ano não terão mais emprego aqui na região de Lyon Villeurbanne”.

 

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